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Neurologia

O déficit neurológico agudo: o que se decide em minutos e o que não se recupera depois.

10 capítulos

  1. 01Exame neurológico e localização da lesão à beira do leitoDa queixa de fraqueza ao território da lesão: examinar com método, reconhecer urgências e comunicar uma hipótese que orienta a investigação.
  2. 02AVC isquêmico agudoO tratamento existe, funciona e a maior parte dos pacientes não recebe — não por falta de droga, por relógio. E o relógio quase nunca se perde na rua: perde-se dentro do hospital.
  3. 03O cronômetro e a segunda doseQuase todo erro no estado de mal é de tempo e de subdose: espera-se a crise parar sozinha, dá-se metade do benzodiazepínico, não se dá a segunda dose, e o fármaco de segunda linha entra tarde. Na primeira crise, a pergunta nem é qual anticonvulsivante começar — é se é para começar algum.
  4. 04Antes da levodopa, a listaTrês medicamentos de uso banal produzem um quadro clinicamente indistinguível da doença, e o paciente costuma sair da consulta com levodopa em vez de sair sem o remédio que o adoeceu. E, quando a doença é mesmo Parkinson, o que decide a enfermaria não é a dose: é o horário dela.
  5. 05Quinze dias por mêsSeparar as três em quatro perguntas, oferecer a profilaxia que quase ninguém oferece e retirar o analgésico que virou a doença
  6. 06A dor que avisouA hemorragia subaracnóidea que mata avisou dias antes, com uma dor que passou com dipirona — e o hematoma espontâneo não é o AVC que sobrou da trombólise: ele tem relógio, alvo pressórico e conduta próprios
  7. 07Depressa demais para ser AlzheimerDoença degenerativa leva anos. O que se instala em semanas ou poucos meses quase nunca é Alzheimer, e às vezes tem tratamento — mas o rótulo de quadro demencial encerra a investigação antes que alguém pergunte desde quando.
  8. 08A saturação é a última a saberFraqueza flácida aguda no plantão: medir a respiração antes que o exame confirme
  9. 09Já aconteceu antesDuas doenças que melhoram sozinhas e por isso chegam tarde: o olho que voltou a enxergar em tres semanas e a palpebra que amanhece boa. O diagnostico mora na historia do episodio que ninguem investigou.
  10. 10O nervo que parou sozinhoParalisia facial periférica e as compressivas do dia a dia: o que separa um nervo de todos os nervos, e a córnea que ninguém olhou