Preparatório·Cirurgia Geral
Urgência e Emergência Cirúrgica
O abdome agudo do plantão: reconhecer, classificar e decidir quem opera.
12 capítulos
- 01Pancreatite agudaA prova quase nunca pergunta se é pancreatite — ela entrega o diagnóstico e cobra a gravidade, as primeiras 48 horas e quando a vesícula sai. É exatamente onde o gabarito mudou nos últimos anos.
- 02Colecistite agudaA prova não pergunta se você reconhece dor no hipocôndrio direito. Ela pergunta em que grau de Tóquio o paciente está, e o que esse grau muda no momento e na via da colecistectomia.
- 03Apendicite agudaA banca raramente pergunta se é apendicite. Pergunta qual imagem pedir em quem, o que fazer com o escore que você somou, quanto tempo o paciente pode esperar pela sala — e, cada vez mais, quando o antibiótico pode substituir o bisturi.
- 04Obstrução intestinalA banca não pergunta se há obstrução — pergunta quem espera e quem vai para a sala agora. Sinais de estrangulamento, o relógio de 72 horas e o contraste hidrossolúvel decidem quase toda vinheta.
- 05Diverticulite agudaA prova raramente pergunta o diagnóstico — ele já vem na tomografia do enunciado. O que ela cobra é a decisão: quem vai para casa, quem interna, quem drena e quem opera.
- 06Abdome agudo: os cinco tiposA vinheta quase nunca entrega o nome da doença — entrega uma dor. O que vale ponto é dizer em qual dos cinco tipos ela cai, porque é a classificação que define a imagem, o relógio e quem vai para a sala sem passar pelo tomógrafo.
- 07Úlcera péptica perfuradaA vinheta é quase sempre a mesma: dor súbita, abdome em tábua e ar livre. O que a prova cobra é o que o ar livre prova, o que a radiografia negativa não afasta e quem vai para a sala agora.
- 08Abdome agudo atípico: idoso, imunossuprimido e diafragmaTrês situações em que o abdome cirúrgico não faz o que o livro promete: o idoso que não tem febre, o neutropênico que não tem pus e o diafragma roto que só cobra a conta anos depois. A prova cobra o gatilho que substitui o sinal ausente.
- 09Colangite aguda e coledocolitíaseA vinheta raramente pergunta o diagnóstico. Ela pergunta duas coisas: se este paciente vai direto para a CPRE ou faz exame antes, e em quantas horas a via biliar precisa ser descomprimida. Quem responde pelo grau de Tóquio acerta; quem responde pelos critérios da colecistite erra a pergunta inteira.
- 10Estoma na urgência: o que decide entre derivar e anastomosarCom o abdome aberto e o segmento já fora: o que sustenta uma anastomose, por que o desvio protege menos do que se ensina, e quando derivar.
- 11Alça de viabilidade duvidosa: o que sai agora e o que se revê depoisCom a alça já fora da cavidade e nem rosada nem preta: como se julga o intestino, quanto sai e por que a operação pode terminar sem emenda.
- 12Infecção necrosante: quem vai para a sala agoraO único quadro desta apostila que não mora no abdome, e o único em que o exame que confirma o diagnóstico é a própria operação.
