Preparatório·Cirurgia Geral
Urologia
O trato urinário no pronto-socorro e no consultório: cálculo, escroto agudo, próstata e as decisões que separam analgesia de drenagem de urgência.
11 capítulos
- 01Litíase urinária e cólica nefréticaA prova quase nunca pergunta se você reconhece a cólica. Ela pergunta qual analgésico entra primeiro, qual cálculo vai embora sozinho e qual paciente precisa de drenagem antes de qualquer tentativa de tratar a pedra.
- 02Escroto agudo: torção x epididimiteA prova quase nunca pergunta o diagnóstico — pergunta o que você faz com o relógio. O erro cobrado é pedir imagem quando a suspeita já basta para abrir o escroto.
- 03Hiperplasia prostática benigna e retenção urinária agudaO tamanho da próstata quase nunca decide a conduta: quem decide é o escore de sintomas, o incômodo do paciente e a presença de complicação. E a retenção urinária aguda é a hora em que a doença crônica vira plantão.
- 04Câncer de próstata: do PSA alterado ao tratamentoGrupo de risco é a decisão: ele diz quem faz imagem de estadiamento, quem pode esperar e quem opera ou irradia. A régua brasileira é a Diretriz de 2016 e a castração de primeira linha nela é cirúrgica.
- 05Infecção urinária complicada e prostatiteEste capítulo começa onde a receita de cinco dias falha: rim obstruído não esteriliza com droga nenhuma, coleção grande não se penetra e próstata inflamada barra a difusão. A prova cobra o relógio das 48 a 72 horas, o tamanho que troca a veia pela agulha e a duração que ninguém decora.
- 06Câncer de bexiga: da hematúria à cistoscopiaQuem investigar, com qual exame, e a linha da muscular própria que parte o tratamento em dois
- 07Câncer de testículo: a massa sólida que se retira sem biopsiarMarcador antes da incisão, retroperitônio depois — e por que a virilha não estadia este tumor
- 08Trauma geniturinário: a uretra antes da sonda, o peritônio antes da bexigaSangue no meato, hematoma perineal e próstata elevada retiram a permissão de sondar, e é essa a primeira decisão do atendimento. Este capítulo põe as três estruturas na ordem em que elas cobram conduta — provar a uretra antes de aliviar a bexiga, localizar o extravasamento vesical em relação ao peritônio antes de escolher entre sonda e mesa, e graduar o rim sabendo que quem marca a laparotomia é a hemodinâmica.
- 09Andrologia: três queixas da mesma haste, três relógios diferentesA disfunção erétil é achado vascular antes de ser queixa sexual; na doença de Peyronie quem manda é a fase, não o ângulo; e o priapismo isquêmico é síndrome compartimental com relógio de horas.
- 10Prepúcio: a fimose que se opera, a parafimose que não espera e a inflamação que escondeTrês quadros do mesmo anel de pele. Um se resolve pelo adjetivo — primária ou cicatricial —, outro tem relógio de horas, e o terceiro obriga a olhar o que está embaixo antes de decidir qualquer coisa.
- 11Massa renal e carcinoma de células renais: da imagem à preservação de néfronsA imagem encontra a massa; o tamanho define o estádio clínico, mas não decide sozinho o tratamento. A questão central é outra: quando observar, quando biopsiar e quanto rim é possível preservar sem perder segurança oncológica.
