Internato·Clínica Médica

Infectologia

As infeccoes que o interno maneja sozinho, em volume, na porta e na enfermaria.

11 capítulos

  1. 01Dengue, Zika e ChikungunyaEm epidemia voce ve dezenas por plantao, quase sempre sozinho, e a decisao errada mata gente jovem e previamente saudavel. Aqui a classificacao de risco nao e triagem burocratica: o grupo A, B, C ou D determina exame, via de hidratacao, volume, velocidade, onde o paciente fica e quando voce volta a ve-lo. E o dia perigoso e o dia em que ele melhora.
  2. 02Tuberculose: a pergunta que ninguém fazHá quanto tempo é a tosse, qual exame pedir agora que o teste molecular substituiu a baciloscopia, quantos comprimidos por faixa de peso, o que fazer quando o fígado reage — e quem, entre os contatos, precisa tratar a infecção latente antes de virar o próximo caso.
  3. 03HIV: quem se testa, e o que começa no mesmo diaPor que a testagem brasileira não pergunta por fator de risco, como dois testes rápidos fecham o diagnóstico na mesma consulta, por que o tratamento começa hoje e não depois do CD4, o que a contagem de CD4 realmente prevê, quais oportunistas matam na porta do pronto-socorro e qual delas exige punção lombar antes de tudo — e o relógio de cada uma das duas profilaxias.
  4. 04O ferimento e o cartãoA profilaxia do tétano combina o tipo de ferimento e a situação vacinal. Aprender a examinar, indicar o cuidado local e decidir vacina e imunização passiva, com atenção às condições clínicas e ao seguimento do esquema.
  5. 05O bicho, o ferimento e os dez diasA profilaxia antirrábica tem três entradas, e a primeira não é o ferimento: é a espécie. Cão e gato abrem a via da observação, a única em que se pode não fazer nada; morcego não abre nada e fecha todas as outras. Errar para menos aqui é a única decisão do pronto-socorro cujo desfecho é sempre o mesmo.
  6. 06O vermífugo de todo mundoQuem se trata sem exame, quem não se trata, e a que não parece parasitose
  7. 07Onde essa pessoa esteveDuas doenças chegam com a mesma cara — febre, dor no corpo, icterícia — e matam por caminhos opostos: uma tem antibiótico que não espera exame, a outra não tem tratamento específico nenhum. O que as separa não está no quadro; está na pergunta sobre onde a pessoa esteve e o que ela tocou, e na fase em que ela chegou.
  8. 08A lâmina, a espécie e a enzimaFebre em quem esteve em área de transmissão pede lâmina no mesmo dia. O resultado diz a espécie, a parasitemia e a clínica dizem se é grave, e a atividade da G6PD escolhe a droga contra a recaída. Como confirmar, reconhecer a forma que não espera, tratar pelo esquema brasileiro de 2026 por espécie, peso, idade e gestação, controlar a cura e notificar.
  9. 09O antiviral que não espera o exameSíndrome gripal e SRAG numa noite de abril: quem testa e com o quê, quem recebe oseltamivir ou nirmatrelvir, quem interna, o que se prescreve ao hospitalizado com COVID-19 e o que se notifica
  10. 10Duas sorologias, um baço e uma úlcera de bordas altasFebre depois do açaí, sorologia reagente num exame de rotina, febre longa com baço grande, úlcera indolor que não fecha em três semanas: os três protozoários que o Brasil ainda trata com fármaco de programa. Como confirmar cada um pela fase e pela forma, quem recebe benznidazol e quem não recebe, quem vai para anfotericina B lipossomal, quantos mililitros de antimoniato cabem num dia, e o que se notifica em 24 horas e o que se notifica na semana.
  11. 11Um carrapato, uma membrana, uma pálpebra, um cisto e um gatoFebre com dor de cabeça forte depois da chácara, placa acinzentada que sangra quando alguém tenta descolar, visão dupla que desce para a garganta, a primeira crise aos 34 anos, um gânglio na axila de quem adotou um filhote: cinco doenças raras em que o atraso de suspeita mata ou deixa sequela. O que faz pensar em cada uma, o que se faz antes de qualquer resultado, que soro se pede e por qual caminho, quem recebe antiparasitário e quem piora com ele, e o que se notifica em 24 horas.