Preparatório·Ginecologia e Obstetrícia
Parto e assistência ao nascimento
Do diagnóstico de trabalho de parto à dequitação: o que a régua brasileira manda fazer em cada período, e onde ela se afasta da OMS.
12 capítulos
- 01Trabalho de parto e partogramaA prova quase nunca pergunta o que é o partograma. Ela entrega uma parturiente com hora, dilatação e altura da apresentação e cobra a decisão: esperar, romper a bolsa, iniciar ocitocina ou chamar o obstetra.
- 02Cesariana e parto vaginal operatórioQuem tem indicação real de cesariana programada, quem pode tentar parto após cesárea — e as regras invioláveis do fórcipe e do vácuo, que a banca cobra uma a uma.
- 03Rotura prematura de membranas ovularesA prova entrega uma gestante perdendo líquido e cobra três decisões: como confirmar sem contaminar, quando segurar a gestação (e com quais remédios) e quando resolver. A linha divisória de quase tudo é a 34ª semana.
- 04Trabalho de parto prematuroA prova cobra quatro janelas de idade gestacional e uma escolha de droga: quem tocolisa, quem recebe corticoide, quem ganha sulfato de magnésio para neuroproteção e quem vai direto para a sala de parto.
- 05Assistência ao parto normal e boas práticasA prova não pergunta o que é humanização. Pergunta qual prática de rotina a diretriz brasileira proscreveu, qual ela tornou obrigatória e em que minuto cada uma acontece.
- 06Gestação prolongada e indução do partoDe 40 semanas à falha de indução: a régua nacional, o índice de Bishop e os quatro métodos
- 07Apresentações anômalas e distócia de ombroA régua nacional proíbe a manobra errada e não descreve nenhuma certa: onde a técnica mora, e por que a ordem das manobras muda com a posição da mulher
- 08Cerclagem: um colo de 24 mm, duas páginas, duas condutasO que transforma uma medida em indicação cirúrgica — e o que o mesmo manual responde de dois jeitos
- 09Óbito fetal: três limiares federais para a mesma fronteira, e a figura que contradiz o texto ao ladoO capítulo de gestação prolongada desta apostila nomeia o destino e para: escreve que as doses de cem, duzentos, quatrocentos e oitocentos microgramas pertencem ao esvaziamento uterino por abortamento e por óbito fetal, assunto de outro capítulo. A diretriz nacional de assistência ao parto normal também nomeia e sai: lista as mulheres com diagnóstico de morte fetal entre as situações que não estão cobertas por ela. O capítulo de abortamento fecha o próprio recorte no abortamento espontâneo. Sobra a faixa em que o feto morreu depois do limiar do abortamento e antes do nascimento — e é ali que dois manuais do mesmo ministério, ambos de 2022, marcam a fronteira em três lugares diferentes, e que o manual de alto risco escreve uma escada de doses na prosa e outra na figura que ele mesmo reproduz.
- 10Febre intraparto: quatro réguas para o mesmo termômetro, e o manual que escreve o sinal sem o númeroA corioamnionite é citada em dezenove capítulos desta coleção e ensinada em nenhum. Ela aparece como a contraindicação que fecha a tocólise, como o alarme que zera a idade gestacional na rotura prematura de membranas, como a condição que proíbe a cerclagem de urgência, como o critério negativo que tira a embolia de líquido amniótico da definição e como o fator de risco que multiplica a atonia. Em todas essas passagens ela é o gatilho de outra decisão. O capítulo de mecanismo do trabalho de parto chega mais perto e para na porta: manda chamar o obstetra, colher o que for necessário e iniciar antibiótico conforme o protocolo do serviço. Este capítulo é esse protocolo. Ele responde a três perguntas que os vizinhos não respondem: a partir de que temperatura a febre conta, qual antibiótico entra, e o que a infecção muda na via de parto.
- 11Trauma perineal: o vão dos cinquenta por cento e o ângulo que o próprio manual mede sem ninguém alcançarA laceração aparece em quarenta e três questões de prova desta coleção e não tem capítulo em nenhuma. O grau que decide a transferência tem um buraco exatamente na metade, muda de número entre duas edições do mesmo documento federal, e o corte que deveria evitá-lo carrega três valores de ângulo dentro do mesmo arquivo.
- 12Segundo período do parto: três relógios para a mesma dilatação totalA mesma portaria federal circula em dois arquivos oficiais que numeram a mesma recomendação de formas diferentes, e o texto que fixa o prazo do expulsivo declara, na frase seguinte, que os próprios números não são precisos.
