Preparatório·Cirurgia Geral

Pré e Pós-operatório

Antes e depois da incisão: risco, profilaxia e as complicações que a prova cobra.

11 capítulos

  1. 01Profilaxia de tromboembolismo venosoA prova não pergunta se o paciente vai trombosar: entrega um paciente e uma cirurgia e cobra a decisão — mecânica, farmacológica, as duas ou nenhuma, com dose, momento e por quantos dias.
  2. 02Os quatro tipos de choqueEste capítulo não trata nenhum choque em particular: ele ensina a descobrir qual é. A prova entrega um paciente hipotenso sem diagnóstico e cobra a grade que separa os quatro — pré-carga, débito, resistência e saturação venosa — mais a mão que sente a extremidade e o olho que vê a jugular.
  3. 03Avaliação pré-operatóriaA prova nunca pergunta se o paciente está "liberado". Entrega um paciente, uma cirurgia e uma lista de medicamentos de uso contínuo, e cobra três decisões: em que faixa de risco ele está, qual exame mudaria a conduta — e o que se suspende, com o prazo.
  4. 04Antibioticoprofilaxia cirúrgicaA prova não pergunta se antibiótico previne infecção: entrega uma cirurgia e cobra seis decisões numéricas — classe da ferida, indicação, droga e dose, minuto da administração, repique e quando parar.
  5. 05Sepse cirúrgica e controle do focoNa sepse cirúrgica o antibiótico compra tempo e o suporte compra pressão — quem trata é o procedimento. A prova entrega um paciente séptico com foco anatômico e cobra três decisões: onde está o foco, por qual via ele se controla e dentro de quantas horas.
  6. 06Infecção de sítio cirúrgico e deiscência de feridaA ferida que infecta e a parede que abre são o mesmo problema em dois tempos: a infecção do sítio cirúrgico é o fator de risco isolado mais forte para a deiscência da aponeurose. E a régua brasileira mudou em janeiro de 2026 — o período de vigilância deixou de depender do implante e passou a depender do procedimento, valendo igual para os três planos. Aqui a prova cobra número: em que plano, dentro de quantos dias, com que critério se notifica, quando o antibiótico entra e quando abrir a incisão basta.
  7. 07Complicações pós-operatórias: graduar, e separar íleo de vazamentoA febre do pós-operatório e a ferida que abre já têm capítulo nesta apostila. O que sobra é o que a prova cobra e quase ninguém estuda: a régua que dá NOTA à complicação — Clavien-Dindo classifica pelo tratamento que a complicação exigiu, não pela impressão de gravidade —, o íleo pós-operatório, cuja prevenção no Brasil é prescrição de diretriz e não jejum, e a fístula, que é a deiscência de anastomose depois que o controle do foco já foi feito. As três se encontram numa pergunta só: o abdome distendido que não elimina gases no quarto dia é íleo, obstrução mecânica ou vazamento?
  8. 08Distúrbios hidroeletrolíticos no cirúrgico: o piloro divide o distúrbioHiponatremia, calemia e a escolha entre salina e balanceada têm capítulo próprio em Clínica Médica. O que é de cirurgia — e quase ninguém estuda — é que o paciente não perde 'eletrólito': ele perde um líquido com composição conhecida, por um orifício conhecido. Suco gástrico é ácido clorídrico e dá alcalose; tudo o que sai abaixo do piloro é rico em bicarbonato e dá acidose. Em cima dessa divisão se organizam a sonda de alto débito, a fístula, a ileostomia, o terceiro espaço que não conta na balança e a hiponatremia que a própria prescrição de pós-operatório fabrica.
  9. 09Resposta metabólica ao trauma: o relógio separa as fasesA prova deste tema entrega sempre os mesmos três pares de dados — tempo desde a lesão, hemodinâmica e metabolismo — e pede o rótulo da fase. O vocabulário que ela cobra saiu de uma descrição de 1930 e as duas diretrizes vigentes já não o usam: falam em fase aguda, pós-aguda e de recuperação. Este capítulo mantém os dois idiomas lado a lado, mostra por que a glicemia sobe com insulina normal, e faz a conta do balanço nitrogenado que nenhuma das duas diretrizes reproduz.
  10. 10Síndrome compartimental abdominal: a bexiga mede, a disfunção nova decideO abdome tenso da vinheta não decide nada, e o exame físico acerta pouco mais que uma moeda lançada ao ar. Quem decide é um número que se obtém pela bexiga, com o paciente em decúbito dorsal e ao fim da expiração — e a diferença entre hipertensão intra-abdominal e síndrome compartimental não está nesse número, está na disfunção de órgão que apareceu depois dele. Este capítulo põe em ordem a medida, os quatro graus, a escada clínica que vem antes da faca e o momento em que só reabrir resolve.
  11. 11Terapia nutricional no cirúrgico: a via decide, e a primeira caloria cobraEnquanto o intestino funciona, é ele quem alimenta. Quando deixa de funcionar, começa a correr um prazo que os documentos medem em números diferentes — e no desnutrido grave a conta inverte, porque alimentar depressa é o que faz mal.