Preparatório·Clínica Médica
Hematologia e Hemoterapia
Anemias, distúrbios da coagulação e transfusão — do hemograma à conduta.
15 capítulos
- 01Anemia ferroprivaA anemia mais comum do mundo e o diferencial que a prova cobra: separar ferropriva de traço talassêmico com três números do próprio hemograma. Do corte de hemoglobina à dose de ferro e ao momento de olhar o tubo digestivo.
- 02Anemias megaloblásticas (B12 e folato)Reconhecer a anemia megaloblástica no hemograma e no esfregaço, separar deficiência de B12 da de folato e não cair na armadilha clássica: repor folato às cegas enquanto a medula espinhal degenera.
- 03Terapia transfusional e reações transfusionaisA prova cobra quatro decisões: qual hemocomponente, em que gatilho, o que fazer quando o paciente reage e o que a norma exige. O diferencial entre TRALI e sobrecarga circulatória, e a regra das quatro horas, são os pontos que mais derrubam.
- 04Doença falciforme e hemoglobinopatias no adultoUma troca de aminoácido, duas vias de dano — e um punhado de números que a prova cobra fechados: a hora da primeira analgesia, as duas horas do déficit neurológico, o alvo de HbS e os cortes do rastreio que só começam na vida adulta.
- 05Leucemias no adulto: reconhecimento e triagemA prova não cobra quimioterapia: cobra ler o hemograma que chegou, separar agudo de crônico pelo corte de 20% de blastos, saber a única leucemia em que o remédio começa antes do diagnóstico e conhecer os dois números que transformam encaminhamento em emergência.
- 06Linfomas Hodgkin e não HodgkinDois protocolos federais separados por seis anos governam este tema no SUS, e eles discordam sobre o que a sorologia do HIV muda. A prova cobra reconhecer a célula, escolher a biópsia certa, ler o estádio — e saber qual dos dois documentos vale para o paciente à frente.
- 07Mieloma, mielodisplasia e mieloproliferativasQuando o número do exame vira doença — e qual documento manda no corte
- 08Púrpura trombocitopênica trombótica: a plaquetopenia que não espera o exameSeparar, no primeiro hemograma, a púrpura que vai para troca plasmática hoje daquela que espera o ambulatório
- 09Linfadenomegalia periféricaLocalização, consistência, tempo de evolução e sintomas associados definem a urgência; a suspeita de metástase pede citologia ou biópsia dirigida, enquanto a suspeita de linfoma exige arquitetura tecidual.
- 10Distúrbios da coagulação no adulto: o país compra o fator e nunca lê o coagulogramaPartir do padrão de sangramento e do coagulograma, usar o teste de mistura para separar deficiência de inibidor e reconhecer hemofilia, doença de von Willebrand, hemofilia adquirida e reversão urgente da anticoagulação.
- 11Anemia hemolítica no adulto: o Coombs que o acervo só pede na maternidadeConfirmar hemólise, usar o Coombs direto para separar os ramos imune e não imune, reconhecer as formas quente e fria e escolher tratamento conforme mecanismo, gravidade e doença de base.
- 12Talassemia: o manejo que o capítulo vizinho remeteu a um capítulo que não existiaClassificar pela dependência transfusional, quantificar sobrecarga de ferro por ferritina e ressonância, escolher quelação e reconhecer riscos próprios da esplenectomia e das formas não dependentes de transfusão.
- 13Trombocitopenia imune primária no adulto: o limiar subiu na entrada e desceu no seguimentoConfirmar plaquetopenia isolada, excluir causas secundárias e decidir tratamento pela contagem, sangramento e fatores de risco; anticoagulação exige reavaliação individual, não transposição automática de tabelas de heparina.
- 14Esplenomegalia no adulto: a companhia do baço decide o primeiro exameOrganizar a esplenomegalia pelo contexto clínico — febre, citopenias, hipertensão portal, neoplasia ou epidemiologia — e tratar febre no paciente sem baço como emergência infecciosa.
- 15Citopenia persistente no adulto: o que excluir antes de puncionar a medulaClassificar quantas linhagens estão afetadas, confirmar no esfregaço, excluir causas reversíveis e indicar aspirado ou biópsia de medula apenas quando o padrão clínico e laboratorial realmente exigir.
