Preparatório·Clínica Médica
Medicina Intensiva e Emergências
O paciente grave nas primeiras horas: reconhecer, estabilizar e decidir o destino.
14 capítulos
- 01Sepse e choque sépticoA prova cobra a primeira hora. O foco infeccioso costuma vir de graça no enunciado; o que pontua é enxergar a disfunção orgânica no paciente que 'só tem uma infecção', disparar lactato, culturas, antibiótico e volume dentro do prazo e saber que o vasopressor não espera o volume terminar.
- 02Distúrbios do cálcio, magnésio e fósforoA prova cobra duas coisas: interpretar o laboratório sem cair na armadilha da albumina e conduzir a emergência na ordem certa — volume antes de osso na hipercalcemia, cálcio venoso na tetania, magnésio antes de insistir em qualquer reposição refratária.
- 03SíncopeA prova entrega uma perda transitória de consciência e cobra três decisões em sequência: é síncope mesmo, de qual das três famílias, e quem pode ir para casa — tudo com história, pressão nas duas posições e um ECG.
- 04PCR e suporte avançado de vida (ACLS)A prova cobra o algoritmo em decisões cronometradas: qual ritmo é chocável, quando entra cada droga, qual causa reversível a vinheta escondeu e quais metas guiam o pós-parada. Quem domina os números da RCP de qualidade resolve metade das questões.
- 05Reposição volêmica e fluidoterapiaQual solução, quanto volume, por qual via — e quando parar
- 06Distúrbios do sódioNa hiponatremia, sintomas definem a emergência e limites evitam sobrecorreção; na hipernatremia, calcular o déficit de água não basta sem repor perdas contínuas e revisar a resposta.
- 07Distúrbios do equilíbrio ácido-baseO gasômetro não se lê de olho. São cinco passos na mesma ordem, seis fórmulas de compensação e duas contas — o ânion-gap corrigido pela albumina e o delta-delta — que existem para achar o distúrbio que o pH normal esconde.
- 08Pneumonia hospitalar e associada à ventilaçãoTrês relógios contam o mesmo caso, e duas réguas respondem a perguntas diferentes — a da vigilância, que notifica, e a da beira do leito, que prescreve.
- 09Aminas vasoativas no choque: escolha da droga e alvo de pressãoReconhecer o fenótipo do choque, testar responsividade a volume, escolher vasopressor ou inotrópico pelo mecanismo e reavaliar perfusão sem perseguir apenas um número de pressão.
- 10Embolias não trombóticas: gasosa, gordurosa e amnióticaTrês colapsos súbitos que imitam tromboembolismo pulmonar e não se tratam como ele. Nenhuma tem exame que confirme, nenhuma se resolve com anticoagulante, e nas três o que salva é reconhecer a cena em que aconteceram.
- 11Via aérea no paciente críticoA laringoscopia dura segundos; o resultado é decidido antes, na identificação da via aérea fisiologicamente difícil, na pré-oxigenação e no plano de falha.
- 12Sedoanalgesia e delirium na UTIDor vem antes do sedativo; sedação tem alvo mensurável; delirium é disfunção orgânica aguda e raramente se resolve com uma prescrição automática de antipsicótico.
- 13Lesão renal aguda na UTI e terapia renal substitutivaCreatinina elevada define gravidade, mas não indica diálise sozinha: tendência, diurese, complicações e contexto hemodinâmico orientam cada decisão.
- 14Fenótipos de choque e monitorização hemodinâmicaPressão arterial é apenas uma peça: perfusão periférica, ecocardiografia e resposta dinâmica revelam o mecanismo e impedem tratamento cego.
