Preparatório·Ginecologia e Obstetrícia

Pré-natal, rastreios e intercorrências clínicas da gestação

O acompanhamento da gestação na atenção primária: calendário de consultas, exames e sorologias por trimestre, rastreios obrigatórios e as intercorrências clínicas que mais caem em prova — diabetes gestacional, sífilis, toxoplasmose e isoimunização Rh.

18 capítulos

  1. 01Exames do pré-natalO painel completo, trimestre a trimestre: o que se pede, em que semana, e o que cada alteração dispara. A prova cobra o exame que falta no quadro e a conduta diante do resultado — as duas coisas saem do mesmo mapa.
  2. 02Diabetes mellitus gestacionalUm tema feito de cortes: 92, 126, 180, 153, 95, 140, 120, 4.500. A prova cobra menos fisiopatologia e mais qual número separa o quê — e cobra, com frequência, o esquema de rastreamento que o Brasil admite quando o serviço não tem como fazer o teste ideal.
  3. 03Sífilis na gestação e sífilis congênitaUm tema em que a conduta é inteiramente brasileira e a definição de caso é norma escrita: quem decide se o recém-nascido é notificado não é o exame dele, é o tratamento que a mãe recebeu. Duas datas mudaram o jogo — 2017 tirou o parceiro do critério, 2023 mexeu no intervalo entre as doses.
  4. 04Isoimunização Rh e profilaxia anti-DA prova cobra três coisas: reconhecer quem é candidata à profilaxia, saber os cinco momentos de aplicar 300 µg de anti-D, e não confundir gestante de risco (Coombs indireto negativo) com gestante já sensibilizada (Coombs positivo, título ≥ 1:16) — que não recebe anti-D, e sim Doppler da cerebral média.
  5. 05Diagnóstico de gravidez, idade gestacional e data provável do partoA prova entrega uma DUM, uma data de consulta e às vezes um ultrassom, e cobra três coisas: confirmar a gravidez, dizer a semana e dizer o dia. Errar a semana estraga toda a conduta que vem depois.
  6. 06Toxoplasmose na gestaçãoA prova quase nunca pergunta o que é toxoplasmose. Pergunta o que fazer com um par IgG/IgM numa idade gestacional específica — e é a idade gestacional, não a sorologia, que decide qual remédio entra.
  7. 07Rotina do pré-natal de risco habitualA prova cobra o calendário: quando captar, quantas consultas, com que intervalo e o que se mede em cada uma. O piso mínimo de consultas mudou em 2024 e os documentos brasileiros ainda não convergiram.
  8. 08Estratificação de risco gestacional e encaminhamento ao pré-natal de alto riscoA prova raramente pede a lista inteira de fatores de risco. Ela pede uma decisão: esta gestante fica na UBS, vai para o pré-natal de alto risco ou vai agora para a emergência obstétrica — e quem continua responsável por ela depois disso.
  9. 09Hiperêmese gravídicaNáusea e vômito são fisiologia do primeiro trimestre até deixarem de ser. Este capítulo marca onde a linha é cruzada, o que precisa ser afastado antes de nomear a doença, e a conduta em degraus — inclusive a ordem que separa a tiamina da glicose.
  10. 10Suplementação e vacinação na gestaçãoDois blocos que a prova cobra por número: o que se suplementa e o que se vacina. Aqui a armadilha não é conceito, é unidade — dose de sal contra dose de ferro elementar — e semana de calendário. Este capítulo fixa os dois.
  11. 11Infecção urinária na gestaçãoA gestação é o único cenário de rotina em que bacteriúria assintomática se rastreia e se trata. Quase toda questão do tema nasce dessa inversão — e das duas datas que a governam: a semana em que a nitrofurantoína sai e a contagem de colônias que muda de significado quando o germe é o estreptococo do grupo B.
  12. 12HIV na gestação e profilaxia da transmissão verticalA prova não cobra este tema como doença: cobra como cascata. Testar, tratar, medir a carga viral na 34ª semana, decidir a via de parto, ligar o AZT venoso, medicar o recém-nascido e cortar o aleitamento — cada etapa tem número próprio, e errar um número derruba a questão inteira. Aqui a cascata está montada elo a elo, com a régua brasileira vigente e as divergências nomeadas.
  13. 13Rastreio de anomalias no primeiro trimestre: o mesmo 1:50, três condutasA janela medida em milímetros, as faixas de risco que não encaixam nas bordas e o preço, contado em agulhas, de descer o ponto de corte.
  14. 14Gestação gemelar: a pergunta que expira em 13 semanas e 6 diasA corionicidade decide o calendário, a vigilância e a data do parto — e é a única informação do pré-natal gemelar que, perdida a janela, não se recupera. Com os dois cortes de 20% no peso fetal que não medem a mesma coisa.
  15. 15Hepatopatias da gestação: o prurido abre, o número decideDuas doenças do fígado que só existem grávidas. A prova cobra o corte dos ácidos biliares, a contagem dos critérios de Swansea e a hora do parto — e é exatamente isso que as listas de diferencial citam sem dizer.
  16. 16Altura uterina: a fita mede, a curva decide — e as curvas discordamQuatro réguas para o mesmo centímetro, a janela que a regra de bolso perde no caminho, e o desempenho medido da curva que o Ministério adotou
  17. 17Tireoide na gestação: quatro cortes para o mesmo TSHDuas sociedades brasileiras publicam limites diferentes para o TSH do primeiro trimestre, e o protocolo que fixa o valor de quatro faz uma subtração cujo minuendo só aparece no documento da outra sociedade.
  18. 18Cardiopatias e tromboembolismo venoso na gestação e no puerpérioDispneia pode ser fisiologia; ortopneia, síncope e hipoxemia não. Na gestação, reconhecer risco cedo vale mais do que decorar uma lista de fármacos.