Preparatório·Ginecologia e Obstetrícia
Contracepção, ISTs, climatério e uroginecologia
Ginecologia do consultório: anticoncepção, infecções, climatério e assoalho pélvico como a prova cobra.
17 capítulos
- 01Corrimento vaginalA prova entrega uma mulher com corrimento e cobra três decisões encadeadas: o corrimento vem da vagina ou do colo, qual das três causas é, e o que fazer com a parceria sexual — que é diferente em cada uma. O eixo do raciocínio é o pH, e o esquema de tratamento do SUS vem em comprimidos de 250 mg.
- 02Contracepção hormonal combinadaA prova quase nunca pergunta qual pílula. Pergunta se esta mulher pode usar — e a resposta sai de um sistema de quatro categorias da OMS que o Ministério da Saúde adota. Quem decora a lista da categoria 4 e as janelas do pós-parto resolve a vinheta em dois passos.
- 03Doença inflamatória pélvicaA prova de DIP não cobra certeza diagnóstica — cobra limiar. Três achados de exame físico mais um critério menor fecham o caso, o antibiótico começa antes de qualquer imagem, e cada dia de espera é trompa perdida.
- 04Terapia hormonal da menopausaA prova cobra quatro decisões em sequência: se há indicação real, se a mulher está na janela de oportunidade, se existe contraindicação e qual via e esquema servem àquele perfil.
- 05Climatério e menopausaA prova quer saber se você diagnostica a menopausa sem pedir exame — e se sabe exatamente quando o FSH entra em cena: na dúvida dos 40–45, na mulher sem útero, e na suspeita de insuficiência ovariana prematura.
- 06Osteoporose pós-menopausaA prova raramente pergunta o que é osteoporose. Pergunta quem faz densitometria, o que fazer com um T-escore de osteopenia e qual droga o SUS entrega — nessa ordem.
- 07Incontinência urinária de esforço e de urgênciaA prova raramente pede cirurgia: pede que você separe esforço de urgência pelo que precede a perda, peça exame de urina e ofereça treinamento do assoalho pélvico antes de qualquer outra coisa. E o protocolo brasileiro não tem fármaco para a urgência.
- 08Cervicite por gonococo e clamídiaA infecção do colo fica no meio do caminho: não é o corrimento que se forma nas paredes da vagina nem a ascensão que já virou doença inflamatória pélvica. A prova cobra três decisões — reconhecer o colo ao espéculo, saber por que o fluxograma manda tratar antes do exame, e escrever o esquema com dose, via e frequência. E cobra o número que muda de país para país: a ceftriaxona brasileira é de 500 mg.
- 09Contracepção de longa duraçãoO que separa o LARC de todo o resto não é o mecanismo: é que, depois da inserção, nada mais depende da mulher. A prova cobra isso em três lugares — os números de falha, as janelas de inserção e os três mitos que ainda negam o DIU a quem mais se beneficia dele.
- 10Úlceras genitaisA lesão é o enunciado: dói ou não dói, é uma ou são várias, a base é dura ou é mole, o gânglio fistuliza por um furo ou por vários. A prova monta a questão nesses atributos — e o protocolo brasileiro manda tratar antes de saber o agente.
- 11Infecção pelo HPV e verrugas anogenitaisO vírus que quase todo mundo pega, a verruga que poucos têm e o teste que não se pede
- 12Prolapso de órgãos pélvicos: o grau mede, o sintoma decideNove medidas em centímetros para estadiar, e uma régua municipal que aceita o encaminhamento "independente do grau". Três números de risco cirúrgico ao longo da vida que respondem a três perguntas diferentes, dois números raciais que trocaram de dono no caminho, uma referência sobre homens sustentando a hereditariedade em mulheres, e o estudo brasileiro mais citado do tema, que excluiu de propósito o estágio mais comum.
- 13Esterilização cirúrgica: três mudanças em 2022, e o que continuou crimeAs duas portas do art. 10, os dois prazos que a lei impõe e a conta de falha que o termo de consentimento brasileiro não faz
- 14Abscesso de Bartholin: esvaziar não é tratar, e a idade muda a perguntaDa obstrução do ducto à peça enviada ao patologista: o que observar, o que drenar mantendo aberto e o que retirar
- 15Dermatoses vulvares e prurido vulvar crônicoCoça há anos, não tem corrimento e o antifúngico não resolve. O líquen escleroso é a dermatose que apaga a arquitetura da vulva, poupa a vagina e responde a corticoide de altíssima potência — e o tratamento mantido muda o desfecho, não só o sintoma.
- 16Disfunções sexuais femininasQueixa sexual é comum; disfunção exige sofrimento. O que o consultório de ginecologia resolve é quase tudo: nomear a fase acometida, encontrar a causa hormonal ou medicamentosa, localizar a dor com o dedo e devolver informação — antes de qualquer prescrição.
- 17Violência sexual: acolhimento, profilaxias, contracepção de emergência e direitosA urgência é clínica e humana: acolher sem interrogar, oferecer escolhas dentro das janelas e nunca condicionar cuidado à denúncia.
