Preparatório·Clínica Médica

Cardiologia

Do infarto às arritmias: os temas de cardiologia que mais pesam nas provas de residência.

17 capítulos

  1. 01IAM com supradesnível de STO enunciado quase sempre entrega o eletrocardiograma. O que a prova cobra é o que vem depois: se aquele supra preenche critério, quanto tempo ainda existe e qual reperfusão cabe nesse tempo.
  2. 02Insuficiência cardíaca com FE reduzidaA prova quase nunca pergunta se o paciente tem insuficiência cardíaca — isso vem pronto no enunciado, com a fração de ejeção. Ela pergunta o que você acrescenta hoje que faz esse paciente viver mais.
  3. 03SCA sem supradesnível de STO eletrocardiograma não fecha o diagnóstico e a troponina não é um sim ou não. Aqui o que decide é a curva do marcador e o escore de risco — que definem se o cateterismo é em 2, 24 ou 72 horas, ou se não é.
  4. 04Hipertensão arterial sistêmicaO número que diagnostica não é o número que trata: fecha-se HAS com 140/90 no consultório e trata-se para 130/80. Quem troca os dois erra a questão inteira.
  5. 05Crise hipertensivaQuem trata número erra a questão. O que separa emergência de elevação importante sem lesão e de pseudocrise não é o valor da pressão — é a existência de lesão aguda de órgão-alvo, e é isso que decide entre UTI, alta e analgesia.
  6. 06IC aguda descompensada e edema agudo de pulmãoA vinheta já diz que é insuficiência cardíaca. O que ela cobra é em qual dos quatro quadrantes o paciente está — congesto ou seco, quente ou frio — porque é isso que decide entre diurético, vasodilatador, inotrópico e vasopressor. Trocar essa ordem mata.
  7. 07Dislipidemias e risco cardiovascularDuas perguntas resolvem quase toda questão de dislipidemia: em que categoria de risco este paciente está, e qual é a meta de LDL dessa categoria. Droga, dose e quando associar são consequência — não o ponto de partida.
  8. 08Fibrilação atrialReconhecer a FA no eletro é o degrau fácil. A prova cobra as três decisões seguintes: anticoagular por escore, escolher entre frequência e ritmo, e saber quando a cardioversão é segura — com uma régua que acabou de trocar.
  9. 09Endocardite infecciosaA prova cobra duas coisas com números fechados: somar os critérios de Duke — que ganharam duas versões novas em 2023 — e dizer quem recebe profilaxia antibiótica, porque a régua brasileira é mais larga que a europeia.
  10. 10Taquiarritmias no pronto-socorroInstável ou estável, QRS estreito ou largo: as duas perguntas que resolvem a vinheta
  11. 11Bradiarritmias e bloqueios atrioventricularesReconhecer o nível do bloqueio, tratar a instabilidade e indicar o marca-passo definitivo sem atrasar a correção das causas reversíveis.
  12. 12Valvopatias: estenose aórtica e insuficiência mitralGravidade, sintomas, complicadores e escolha da intervenção nas três valvopatias mais cobradas — com a insuficiência aórtica remetida ao capítulo próprio.
  13. 13Pericardite aguda e tamponamento cardíacoDo diagnóstico eletrocardiográfico à identificação de alto risco, ao tratamento anti-inflamatório e à drenagem do tamponamento.
  14. 14Cardiomiopatias: o formato não decide nadaDistinguir os fenótipos, identificar sinais de alto risco e escolher a conduta pela etiologia, pelo estágio e pelo risco de morte súbita.
  15. 15Angina estável: o exame que a própria sociedade pediu, e o SUS negouDa probabilidade pré-teste ao exame funcional ou anatômico, com tratamento antianginoso, prevenção de eventos e indicação criteriosa de revascularização.
  16. 16Insuficiência aórtica: a quarta lesão, que a tabela nomeia e quase não ensinaReconhecimento clínico e ecocardiográfico, definição de gravidade e gatilhos para intervenção na insuficiência aórtica crônica e aguda.
  17. 17Complicações mecânicas do infarto: o sopro que aparece depoisReconhecer ruptura de músculo papilar, comunicação interventricular e ruptura de parede livre pelo tempo, pelo sopro e pelo choque.